Apuração · Presidente da República
2º turno
Carregando dados do TSE…
Votação em andamento
A apuração começa em
Todas as urnas do país fecham às 17h, horário de Brasília. Os números começam a chegar logo depois, direto dos arquivos oficiais do TSE.
Como vai ser a noite
- 17hAs urnas fecham em todo o país no mesmo horário. Começa a contagem.
- Em seguidaO TSE publica os boletins das urnas. Este site lê os arquivos oficiais a cada 20 segundos, sem intermediários.
- Durante a noiteCada estado se acende no mapa conforme as seções são apuradas. Em 2022, o 2º turno ficou matematicamente definido às 19h57, menos de três horas depois do fechamento.
O mapaPronto para acender. Cada ponto é um pedaço da população; os estados vão se preenchendo do centro para as bordas, na proporção dos votos.
Por região
Onde cada um ganha votos
Estado por estado
Todos os estados
Evolução
Como a apuração andou
Percentual de votos válidos de cada candidato conforme as urnas foram apuradas. É comum a vantagem oscilar no começo, porque estados e cidades terminam a contagem em ritmos diferentes.
Governadores
2º turno para governador em seis estados
Escolha o estado.
Checagem dos números
Os totais batem?
A cada leitura, o site confere se os números do TSE fecham entre si. Se algo não bater, aparece aqui em vermelho.
Fonte: Tribunal Superior Eleitoral, arquivos públicos de resultados em resultados.tse.jus.br. Este site lê os arquivos oficiais a cada 15 segundos e se atualiza em seguida; pode haver atraso de um a dois minutos. O resultado oficial é sempre o do TSE.
Eleições 2026 · 2º turno em 25 de outubro
Política não é uma reta.
Ou você é de esquerda ou é de direita. Ou é Lula ou é Bolsonaro. A polarização encaixa as pessoas em duas caixas a partir de uma frase. Aqui, cada posição é medida por conceitos e por fatos, e não por rótulos.
O problema da reta
Na reta, gente que discorda em tudo parece igual.
Uma linha só mede uma coisa por vez. Quando ela mistura economia e costumes, apaga diferenças que importam. Veja seis pessoas imaginárias, primeiro na reta e depois no plano.
Três eixos
Três perguntas diferentes.
Uma é sobre dinheiro e Estado. Outra é sobre costumes: como as pessoas devem viver e o que a lei deve permitir. A terceira é sobre as regras do jogo: respeitar ou não eleições, tribunais, imprensa e oposição. As três respostas não andam necessariamente juntas.
Economia
Quanto o Estado deve agir para reduzir desigualdades, e quanto deve deixar o mercado decidir. É o critério de Norberto Bobbio para esquerda e direita.
- Estatais estratégicasPrivatização
- Imposto progressivoImposto menor
- Gasto social amploContas equilibradas
Costumes
Quanto a tradição, a religião e a ordem devem guiar a lei, ou quanto a lei deve ampliar escolhas individuais e direitos de minorias. Segue a escala GAL-TAN da ciência política.
- Aborto legalProteção desde a concepção
- Controle de armasAcesso a armas
- Drogas como saúdeDrogas como crime
Instituições
Quanto se respeitam as regras democráticas mesmo quando elas contrariam o próprio lado. Usa os quatro sinais de alerta de Levitsky e Ziblatt.
- Contestar eleiçõesAceitar o resultado
- Líder acima das regrasFreios e contrapesos
- Mudança por rupturaMudança gradual
Por que três? Porque tradicionalista nos costumes não é o mesmo que conservador. O conservadorismo clássico de Burke e Oakeshott combina apego à tradição com prudência e respeito às instituições. Quem defende a tradição mas ataca as instituições está em outro lugar do mapa.
Discurso e prática
O que dizem e o que fazem.
Rótulos vêm do discurso. Aqui cada candidato tem duas posições: a do que diz (planos de governo, falas) e a do que fez (leis sancionadas e vetadas, votos no Congresso, atos de governo). A seta mostra a distância entre as duas.
Só aparecem candidatos com atos registrados em pautas suficientes.
Quatro regiões
Quatro jeitos de combinar economia e costumes.
Cada quadrante reúne tradições políticas reais, com muita variação dentro de cada um. E dentro de qualquer um deles dá para ser institucionalista ou inclinado à ruptura.
Esquerda · tradicionalista
Proteção social com valores tradicionais
Estado forte na economia e cautela com mudanças de costumes. Tem raízes no trabalhismo e na doutrina social da Igreja.
- Direitos trabalhistas e salário mínimo forte
- Contra o aborto e a legalização de drogas
- Penas mais duras para o crime
Direita · tradicionalista
Mercado com ordem e tradição
Menos Estado na economia e mais firmeza nos costumes e na segurança. Inclui do conservadorismo clássico à direita radical, que se separam no eixo das instituições.
- Privatizações e menos impostos
- Família tradicional e acesso a armas
- Polícia com mais respaldo
Esquerda · progressista
Igualdade econômica e de direitos
Estado reduzindo desigualdades e lei ampliando direitos de mulheres, negros, LGBTQIA+ e indígenas. Vai da social-democracia ao marxismo revolucionário, que se separam no eixo das instituições.
- Imposto progressivo, fim da 6x1
- Aborto legal, cotas e demarcação
- Drogas como questão de saúde
Direita · progressista
Liberdade na economia e na vida privada
O liberalismo clássico e o libertarianismo: Estado menor tanto no mercado quanto nas escolhas pessoais.
- Abertura comercial e menos burocracia
- Casamento igualitário garantido
- Descriminalização das drogas
Polarização
Discordamos menos do que achamos.
Pesquisas sobre polarização afetiva mostram que, no Brasil, cresceu mais a antipatia por quem está do outro lado do que a distância real entre as ideias. Conhecer as próprias posições, pauta por pauta, é um bom antídoto.
45
afirmações sobre economia, costumes, segurança, meio ambiente e democracia.
3
eixos independentes, cada um com base conceitual e autores citados.
12
candidatos a presidente e 20 partidos, com o que dizem e o que fazem, e a fonte de cada posição.
Cerca de 10 minutos. Suas respostas ficam só neste aparelho.
Carregando perguntas…
O que isso quer dizer?
Os argumentos dos dois lados
Teclado: 1–5 respondem, 0 pula, ← → navegam.
Seu resultado
Seu ponto no mapa
Tradições políticas
De quais ideias você está mais perto.
Comparamos seu ponto nos três eixos com a posição típica de cada tradição, derivada das definições dos autores. É uma aproximação para você ler e se reconhecer, não um rótulo.
Conheça seu perfil
Um ponto não conta tudo.
Duas pessoas no mesmo lugar do mapa podem ter chegado lá por caminhos diferentes. Estes números mostram o seu.
Onde você foge do rótulo
Pautas em que sua resposta vai na direção oposta ao seu lado no eixo. Não é incoerência: é o que torna você diferente de uma caixa pronta.
Onde vale pensar mais
Pautas em que você ficou neutro ou pulou. Leia os argumentos dos dois lados e volte a elas quando quiser.
Por tema
Quase ninguém fica do mesmo lado em tudo.
Candidatos a presidente
Com quem você mais concorda.
Afinidade é o quanto suas respostas coincidem com as posições de cada candidato, pauta por pauta. Escolha se a comparação usa o que eles fazem ou o que eles dizem.
Partidos
Para deputado e senador.
Para partidos, o que fazem é o voto das bancadas no Congresso; o que dizem é o programa partidário.
O teste é uma aproximação e não diz em quem votar. Use-o como ponto de partida para ler as propostas e conferir os atos.
Presidente 2026
Os candidatos, pelo que dizem e pelo que fazem.
Propostas, atos registrados, posição em cada afirmação do teste, checagens e a fonte de cada informação.
Congresso
Os partidos.
O que fazem: votações nominais das bancadas na Câmara e no Senado entre 2019 e 2026. O que dizem: programas e estatutos. A coluna Pesquisa acadêmica traz classificações independentes, quando existem.
Conceitos
As palavras certas para cada coisa.
Boa parte da briga política vem de usar a mesma palavra para coisas diferentes. Estas são as definições que o site usa, com os autores de onde vêm.
Como o site mede
MétodoCada afirmação do teste empurra para um lado de um dos três eixos. Sua posição em cada eixo é a média das suas respostas, de −10 a +10. Quatro pautas (anistia do 8 de janeiro, regulação das redes, papel do STF e alinhamento internacional) não medem nenhum dos conceitos de forma limpa, então contam só para a afinidade com candidatos.
Para candidatos e partidos, registramos duas posições por pauta. O que dizem vem de planos de governo, programas e falas. O que fazem vem de leis sancionadas e vetadas, decretos, orçamento executado, votos nominais e atos de gestão. Quem nunca exerceu cargo só tem discurso, e isso aparece no gráfico. Rótulos, autodeclarações e o que se diz sobre alguém não entram na conta.
Os mesmos critérios valem para todos. Cada posição traz a base e a fonte, para você conferir e discordar.
Esquerda e direita
Eixo econômicoPara Norberto Bobbio, o que separa os dois lados é a atitude diante da desigualdade. A esquerda vê a maior parte das desigualdades como sociais e corrigíveis, e aceita usar o Estado para reduzi-las. A direita vê boa parte delas como naturais ou fruto do mérito, e prioriza a liberdade econômica e o mercado.
Por isso o eixo econômico mede políticas concretas: impostos, gasto social, estatais, regras de trabalho, papel do Banco Central. Um governo pode ter discurso de esquerda e adotar teto de gastos; outro pode ter discurso liberal e manter subsídios. O mapa mostra os dois.
Norberto Bobbio, Direita e esquerda: razões e significados de uma distinção política (1994; Editora Unesp, 1995).
Progressista e tradicionalista
Eixo dos costumesEste eixo segue a escala GAL-TAN, usada para comparar partidos no mundo todo: de um lado, valores ecológicos, alternativos e libertários; do outro, tradicionais, de autoridade e nacionalistas. Inclui aborto, drogas, família, religião na lei, meio ambiente, direitos de minorias e segurança pública.
Usamos "tradicionalista" e não "conservador" de propósito: defender valores tradicionais de costumes é uma coisa; o conservadorismo como filosofia política é outra, mais ampla.
Liesbet Hooghe, Gary Marks e Carole Wilson, "Does Left/Right Structure Party Positions on European Integration?", Comparative Political Studies 35(8), 2002. Ronald Inglehart e Christian Welzel, Modernization, Cultural Change, and Democracy (2005).
Conservadorismo não é só tradição
ConceitoO conservadorismo clássico nasce com Edmund Burke, em reação à Revolução Francesa. Seus traços centrais:
- Prudência e gradualismo: reformar aos poucos, preservando o que funciona.
- Respeito às instituições que resistiram ao tempo: leis, tribunais, parlamento, costumes.
- Desconfiança de rupturas e de líderes que prometem refazer a sociedade de uma vez.
- Estado de direito: ninguém acima da lei, inclusive os próprios aliados.
Michael Oakeshott resume como uma disposição de "preferir o familiar ao desconhecido". Por isso, no mapa, o conservadorismo clássico fica alto em tradição e alto em institucionalismo. Quem quer restaurar um passado idealizado rompendo com as instituições se aproxima do que Mark Lilla e Albert Hirschman descrevem como pensamento reacionário, que é outra tradição.
Edmund Burke, Reflexões sobre a revolução na França (1790). Michael Oakeshott, "On Being Conservative" (1956), em Rationalism in Politics (1962). Roger Scruton, Como ser um conservador (2014). Russell Kirk, The Conservative Mind (1953). Mark Lilla, A mente naufragada (2016). Albert O. Hirschman, A retórica da intransigência (1991).
Liberalismo e libertarianismo
ConceitoO liberalismo clássico defende liberdade individual, propriedade, mercado e governo limitado pela lei. Pode ser tradicionalista ou progressista nos costumes. O liberalismo social acrescenta igualdade de oportunidades garantida pelo Estado. O libertarianismo leva a ideia ao limite: Estado mínimo na economia e nas escolhas pessoais.
John Locke, Segundo tratado sobre o governo (1689). John Stuart Mill, Sobre a liberdade (1859). Friedrich Hayek, O caminho da servidão (1944). John Rawls, Uma teoria da justiça (1971). Robert Nozick, Anarquia, Estado e utopia (1974).
Socialismo e social-democracia
ConceitoO marxismo revolucionário vê o Estado atual como instrumento de uma classe e defende superá-lo por revolução. A social-democracia aceita a economia de mercado e a democracia representativa, e busca reduzir desigualdades com Estado de bem-estar, impostos progressivos e reformas graduais. Entre as duas está o socialismo democrático, que quer reduzir muito o papel do mercado, mas pelo voto.
Karl Marx e Friedrich Engels, Manifesto Comunista (1848). Vladimir Lenin, O Estado e a revolução (1917). Eduard Bernstein, Os pressupostos do socialismo (1899). Anthony Giddens, A terceira via (1998).
Populismo
ConceitoPopulismo não é ser popular nem dar benefícios. Na definição mais usada hoje, é uma visão que divide a sociedade entre "o povo puro" e "a elite corrupta" e diz que a política deve expressar a vontade do povo sem mediações. Pode ser de esquerda ou de direita, e costuma entrar em choque com tribunais, imprensa e outras instituições independentes.
Cas Mudde e Cristóbal Rovira Kaltwasser, Populism: A Very Short Introduction (2017). Cas Mudde, Populist Radical Right Parties in Europe (2007). Ernesto Laclau, A razão populista (2005).
Democracia e autoritarismo
Eixo das instituiçõesLevitsky e Ziblatt listam quatro sinais de comportamento autoritário, válidos para qualquer lado:
- Rejeitar ou relativizar as regras do jogo, como não aceitar resultados eleitorais sem prova ou defender intervenção militar.
- Negar a legitimidade dos adversários, tratando-os como inimigos ou criminosos.
- Tolerar ou estimular violência política.
- Dispor-se a restringir liberdades civis de opositores e da imprensa.
O eixo das instituições mede esses quatro sinais e a preferência por mudança gradual ou por ruptura. As oito afirmações deste eixo se aplicam igualmente a governo e oposição, a esquerda e direita, inclusive em relação a regimes estrangeiros aliados.
Steven Levitsky e Daniel Ziblatt, Como as democracias morrem (Zahar, 2018). Juan Linz, The Breakdown of Democratic Regimes (1978).
Por que discurso e prática se afastam
BrasilNo Brasil, nenhum presidente governa sem montar coalizão no Congresso com partidos de outros campos. Isso empurra governos para o centro na prática: cede ministérios, aprova o que tem votos, abandona ou adia promessas. O mesmo vale para governadores com suas assembleias. Por isso medir só o discurso engana, e medir só a prática também pode enganar, porque parte dela é imposta pelo Congresso. O site mostra os dois.
Sérgio Abranches, "Presidencialismo de coalizão: o dilema institucional brasileiro", Dados 31(1), 1988. Argelina Figueiredo e Fernando Limongi, Executivo e Legislativo na nova ordem constitucional (FGV, 1999).
O que o site não faz
LimitesNão diz em quem votar, não atribui intenções e não usa adjetivos para descrever candidatos. As posições são leituras de fontes públicas e podem ter erros; por isso cada uma tem link. Pautas sem informação confiável ficam como "sem dado", em vez de serem preenchidas por suposição.
Estudo
O que a pesquisa diz sobre esquerda e direita no Brasil.
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Congresso Nacional · 2027–2031
Quem vai fazer as leis.
O presidente governa com o Congresso. Aqui estão os 513 deputados federais e os 81 senadores que estarão lá a partir de fevereiro de 2027, com o partido e, para quem já era deputado, como votou de verdade nas votações mais importantes de 2019 a 2026.
Seus representantes
Escolha um estado
Método
Como medimos cada parlamentar
Para os deputados que já estavam na Câmara entre 2023 e 2026, usamos o voto nominal de cada um nas votações listadas abaixo, tirado dos dados abertos da Câmara. Cada votação informa uma afirmação do teste. Quem não estava na Câmara aparece com a posição do partido. Senadores aparecem com a posição do partido.
Poder e conexões
Quem manda, e quem anda junto.
Na urna parecem inimigos. No Congresso, nos ministérios e nos tribunais, muitos já foram aliados, dividiram governos ou se articulam juntos. Conhecer essas relações ajuda a ver políticos como pessoas que negociam poder, e não como heróis ou vilões.
Para entender
O Centrão.
Carregando…
Figuras de poder
Pouca gente conhece. Muita gente depende delas.
Fenômenos políticos
Antes de julgar, entender.
Por que tanta gente pobre vota na direita? Por que tanta gente de alta renda vota na esquerda? Por que idolatramos políticos? Estas são explicações baseadas em pesquisa, contadas a partir das razões que os próprios eleitores dão. Entender o outro aproxima; rotular afasta.
Glossário
As palavras da política, sem juridiquês.
Checagem de fatos
Antes de compartilhar, confira.
Agências profissionais de checagem e os dados oficiais da Justiça Eleitoral e do Congresso.
Dados oficiais
Checagens sobre os candidatos
Reunidas na pesquisa deste site. Cada item leva à checagem original.
Como checar em quatro passos
- Desconfie de conteúdo que provoca raiva ou medo imediato. É o tipo que mais circula sem verificação.
- Procure a fonte primária: o vídeo inteiro, o documento oficial, o dado do IBGE, a votação no site da Câmara.
- Veja a data. Muito boato é notícia velha recirculando como nova.
- Busque a frase entre aspas nas agências acima. Se ninguém sério publicou, espere.